A aposentada Maria Luíza de Faria, 83, e os filhos dela Hélio, 67, e Elízio de Souza Faria, 64, foram encontrados mortos na propriedade deles, a Fazenda Boa Vistinha. O imóvel fica a 12 km da cidade de Bela Vista (45 km da Capital). Os três teriam sido atingidos com golpes de faca ou machado nas regiões do rosto e pescoço. O vizinho das vítimas, Valdivino do Amaral, 44, foi um dos que perceberam que havia algo errado e chamou outros fazendeiros. Segundo ele, o filho dele foi à propriedade para buscar um galão de leite e levar à associação para ser vendido. O garoto estranhou que o galão não estava na porta da fazenda para ser levado e o gado da família berrava no pasto. Ao voltar para casa, o rapaz contou ao pai. A Polícia Militar arrombou a porta e encontrou os corpos. Maria estava na sala e tinha sinais de corte na nuca. Um dos filhos tinha cortes no rosto, no nariz e na face.
A polícia chegou a prender um sobrinho das vítimas, mas o rapaz foi liberado por ter apresentado como álibi, o fato de ter passado a noite do crime no presídio, onde cumpria pena no semi-aberto, por furto.
Mais de um ano depois, no dia 15/04/2008, a polícia apresentou os acusados Rosimar e seu sobrinho Valdeir, os dois foram indiciados como executores das mortes. Rosimar foi apontado por testemunhas e caiu em contradição ao ser interrogado pela delegada Kênia Dutra. Rosimar disse que ficou sabendo do crime pela imprensa, a delegada pediu então que ele descrevesse as cenas, como os corpos foram encotrados. Ele o fez e só então foi informado de que os corpos não chegaram a ser filmados por nenhuma equipe de reportagem. Pego na mentira, não teve opção a não ser entregar o comparsa, o sobrinho Valdeir. Este não confessou o crime, mas contou que teria sido procurado pelo sobrinho e neto das Vítimas, Saulo de Faria.
Os três foram presos e indiciados. |